Começar texto com epígrafes é um velho hábito, ligamos tais hábitos repetidos diversas vezes por um longo período de tempo ao termo mania, ligamos velhas manias aos "Casmurros" existentes em nossa sociedade. Este fato não está ligado à idade, somos "casmurros" em certos momentos durante a infância, quando por exemplo somos acostumados a não comer legumes, na adolescência quando entramos em conflito com tudo e com todos enfim, independente da fase criamos hábitos e manias.
Quando a idade avança continuamos com tais hábitos e manias, porém se quando somos jovens tomamos atitudes caracterizadas como "velhas" devemos levar em consideração que a recíproca também é verdadeira. Por mais que o tempo passe atitudes permanecem conosco, como velhas manias; olhares infantis em situações de extremo embaraço nos acompanham sempre e nos invadem de tal forma que a idade por mais que seja avançada fica em segundo plano.
Ao estarmos sozinhos relacionamos este estado a um desconforto que é proveniente da infância, nesta fase da vida criamos uma relaçã0 de dependência com os pais, com os amigos e levamos isso para vida toda. O ser-humano é dependente, porém orgulhoso pois se recusa a relacionar esta infantilidade a aspectos positivos, relaciona muitas vezes a uma espécie de fraqueza e tomam esta vulnerabilidade como algo negativo, negam com veêmencia a humanidade do ser. A fraqueza é substituída por desculpas ou justificativas, é negada, negada e negada; de certa forma essa negação é um hábito desenvolvido e aperfeiçoado que recebe diversos sinônimos: na infância chamamos birra, na vida adulta teimosia e na velhice truculência, sabemos disso porém negamos o tempo todo ou durante todo tempo
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4 comentários:
Em nossa vida criamos hábitos e manias, esta fato não está diretamente ligado à idade e sim à natureza humana. Somos birrentos quando crianças ao confrontarmos uma situação a qual somos contrariados em nosso universo de atenção direcionada a nós mesmos; na adolescência ao travarmos uma batalha contra tudo e contra todos quando na verdade nossa guerra é individual, esses são os hábitos relacionados as diversas fases da vida, tais hábitos são verdades para nós (verdades momentâneas) e não são abolidos, são apenas adaptados de acordo com nossa realidade.
A mudança é uma característica tipicamente humana, animas que são regidos somente por instinto tendem a permanecer iguais durante todas as suas gerações. Ao modificar nossos hábitos e manias estamos também mudando. O ser-humano tem como meta na vida a busca incessante pela felicidade, leva esta busca até as ultimas conseqüências, nem que pra isso precise, como a matéria, adaptar-se ao meio no qual está presente (mudar o estado de sua essência).
Em certos momentos de nossa vida vemos um reflexo do que outrora fomos, como exemplo uma situação de extremo embaraço: ao nos encontrarmos em tal situação, não importa a idade, pode ser visto em nosso olhar o reflexo da criança embaraçada do passado. O ser-humano não é como a matéria orgânica somente, possui algo a mais, ao ser atingido por um fator diferente altera sim o seu comportamento, adapta-se para garantir sua sobrevivência na seleção natural, engana-se, pois no fundo sabe que é aquele mesmo ser primordial.
Explicações:
Enfim pessoas, publiquei dois textos com o mesmo título porque minha intenção era na verdade trabalhar em cima do mesmo tema. Devido a uma ressalva um tanto delicada de um professor de gramática o qual tenho muito respeito (tal que considera que meus textos são argumentativos poéticos, e me fez prometer que reescreveria este texto de uma forma apenas argumentativa, ei-lo ai!) trabalhei novamente o tema. Não achei que deveria ser uma nova postagem, até porque gostei muito do texto que escrevi.
Enfim, comentários sobre os dois por favor.
Agradeço.
Adorei o tema!
O 1° texto, realmente, acabou ficando um pouco enfadonho, mas sério, se não fosse seu professor, olha, eu jamais perceberia! uhauHA (Como as pessoas são influenciáveis, meu Deus!)
Parabéns pela abordagem!
Bjks
A segunda versão parece realmente mais dinâmica, mas na primeira há determinadas argumentações insubstituíveis.
Melhor assim: com as duas versões.
Mudamos para sobreviver. Há nisso uma busca por felicidade. Mudamos, então, para viver?
A novidade evidenciada no seu texto é o caráter conservador da mudança. Ela se molda conforme o nosso desejo -- motivado por birra -- de que não haja mudança alguma. Lutamos contra uma possível "evolução" e é por isso que terminamos naturalmente iguais ao que já éramos, embora com uma bagagem cultural que é constructo, talvez, da nossa segurança natural na negociação dos passos evolutivos. Eis a grande alteração pela qual passamos em vida, até que percebamos o quanto somos diferentes daquela nossa versão "imatura, imperfeita, incompleta e em fase de aprendizado". Teimamos justamente para que notemos, amanhã, que não valia a pena ter teimado.
E é exatamente por isso que vale.
Parabéns!
Abraços
(saudades)
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