terça-feira, fevereiro 19

Absurdo!

"Na lógica, o absurdo é o conjunto de proposições que leva inevitavelmente a a uma negação de alguma das proposições anteriores que eram consideradas como verdadeiras. Exemplo: 1. A => negação de B, 2. B, 3. A Dado 3 e 1, se chega a "negação de B" que é a negação da proposição 2"



A tendência ao absurdo é cotidiana, levando em consideração preceitos filosóficos pode-se observar que o absurdismo nega o fato do ser - humano buscar um significado no universo, um sentido na vida, pois esta significância não existe de fato. É preciso diferenciar esta corrente filosófica que nega a existência de um sentido na vida do absurdo pregado pelos moralistas em nosso cotidiano.


O absurdo pregado pelos moralistas é decorrente de dois preceitos básicos: o primeiro é relativo ao censo comum e aos dogmas pregados pela Igreja, o segundo se baseia na prepotência de separar as pessoas em determinados grupos levando em consideração suas ações. O primeiro julga absurdo qualquer atitude e qualquer individuo que fuja dos preceitos básicos de sua ideologia (ou religião), ou seja, não leva em consideração a situação na qual o individuo se encontra ao realizar determinadas atitudes: se um individuo cometeu o assassinato ele é condenado mesmo que sua vida dependesse disso ou se uma mulher está grávida e não deseja a criança deve dar-a-luz mesmo assim, "pois o sexo deve ser feito SEM camisinha após o casamento". O segundo julga absurdo todas as ações que fogem a um censo comum, às tradições e aos costumes que mesmo sem sentido devem ser não só respeitados, como seguidos a risca.


Julgamos absurdo os seres humanos que não se dispõem a pensar em como melhorar sua sociedade, aqueles que vivem suas vidas burguesas e simplesmente fazem um papel de "em-si" seres que não tem ciência de sua existência e nem do poder que esta possui. É de igual modo absurdo seres que consideram suas idéias como fonte de padronização para toda uma sociedade, seres que não julgam fatores como condição, situação e a relação que individuo tem com o meio. Ser ignorante e ser considerado pela sociedade insignificante por não fazer absoltamente nada é considerado um absurdo, porém a arrogância de alguns é um absurdo ainda maior que não consideramos na maioria das vezes.


As Instituições o que engloba partidos e partidários estão acomodados, não possuem mais ideais, tem como base tradições que não se adequam à nossa realidade, vivem de marcas do passado, à sombra dos homens e mulheres que fizeram algo relevante em consideração a seu ideal. Não justificam seus meios, não explicam seus fins e manipulam a grande parte da população.


Hoje conscientizar não é interessante para a maioria dos líderes (nem para mídia), isso gasta tempo, dinheiro - e como ouvimos sempre tempo é dinheiro - e os interesses não podem esperar, afinal eles precisam apenas de um voto, de uma maioria, não de opiniões. O mesmo ser que engana hoje está redondamente enganado, a ignorância está fortemente relacionada com a arrogância o que gera uma política baseada em interesses sem ideais. A política não é aplicada, os interesses pessoais são levados para o primeiro plano das atitudes tomadas, os juízes (não os componentes do Judiciário, mas todos os individuos que tem a capacidade de julgamento) de nossa sociedade julgam como moralistas ou conforme seus interesses pessoais, a política da maioria hoje é uma falácia.


Nos sonetos Camonianos as relações entre homens e suas "senhoras" eram descritas porém não eram vividas daquela forma, hoje ideais como

democracia e liberdade de expressão estão no mesmo patamar, existentes somente nos manifestos e no mundo das idéias. O Brasil há mais de 20 anos deixou de ter em seu governo uma ditadura militar, porém, ao longo desses anos não alcançou nem a sombra da democracia, o que conseguimos com o esforço de líderes como Lamarca foi a liberdade da mídia que hoje não cumpre sua função só alcança a cada dia o título de ditadora da democracia pregado pelos líderes imperialistas. Como solução devemos ou recriar a natureza humana, pregada e vivida durante séculos, ou repensar sobre os ideais de política e sociologia presentes em nosso meio.

5 comentários:

Cezar disse...

O Brasil há mais de 20 anos deixou de ter em seu governo uma ditadura militar, porém, ao longo desses anos não alcançou nem a sombra da democracia, o que conseguimos com o esforço de líderes como Lamarca foi a liberdade da mídia que hoje não cumpre sua função só alcança a cada dia o título de ditadora da democracia pregada pelos líderes imperialistas.

Retratação: Mídia ditadora da democracia pregada ...

Entende?

Alisson Bittencourt Bueno de Camargo disse...

Mudanças nem sempre são problemas.
Certeza que Raul preferiria metamorfoses como essa.

Realmente, não há sentido. Ninguém tem o direito de impor um sentido a determinadas sociedades baseado nas próprias opiniões, na própria noção de convívio. A essência é merda, o que existe transcende isso. E tudo não passa de convenção, mas seguimos forçosamente presos a uma realidade pela qual não optamos.
Pensei em fugir, mas não há rotas. Lutar sozinho é impossível.
Ver ex-sonhadores vivendo “como nossos pais” me desanima, por vezes penso que erro pelos acertos que antes julguei como acertos em erros.
Cara, a ditadura é aqui e agora. Democracia é uma simples nomenclatura utilizada impunemente por hipócritas, enquanto os verdadeiros democratas estão calados, distantes das grandes massas porque é isso que interessa à mídia.

E faz sentido que nos sintamos pouco diante de tudo isso,
Mas no momento nada pode nos anular. O grito ecoa. Somos peças que têm como único direito o de encontrar o próprio sentido, e como obrigação servir... a nós mesmos, e a todos.

Mudanças são necessárias.
Saudações!

Anônimo disse...

Você escreve seus textos muito bem.

O que eu acho mais curioso é que a formulação do seu pensamento não é materialista (dialética-marxista), mas sim idealista; mesmo assim você chega a conclussões tipícamente Marxista como:

- O papel da mídia atual
- A questão da conciência
- E também o racícionio que você elabora sobre o conceito de absurdo.

É interessante ver as conclussões que você formula utilizando um pensamento que bebe das fontes gregas e de filosos como: Platão, Socrátes, típicamente idealistas e burgueses.

Essas conclussões são uma prova de que no fundo você não formula seus textos com base nessa filosofia.

Até mais!

Unknown disse...

Democracia...

palvra tão bela e envolvente, não?

pois é, infelizmente, na prática ele não existe. Vivemos num sistema que é impossivel criar algo perto de democracia já que a classe dominante corresponde a minoria da sociedade. Essa democracia é para poucos, assim como o nosso país, assim como o mundo, para poucos; Vivemos num Estado onde quem possui os meios de produção, quem tem acesso à midia, quem decidi os rumos é a burguesia, e a burguesia é a extrema minoria, e ela não pede sua opinião.

O belo conceito de democracia é apenas mais um criado para manter firme esse Estado anti-democratico, ou seja, é o ópio que ludibria o povo e faz com que este pense que essa sociedade é sua. Se vivemos num Estado burguês a democracia só pode ser burguesa, se a democracia é burguesa ela é pra minoria. Isso é um absurdo. Temos que ter em mente que apenas nós somos capazes de reverter esses quadros! Esse é o nosso objetivo quanto seres humanos, interferir! Não podemos cruzar os braços e ver tudo isso passar, a batalha é ardua, é dura, mas é nossa! Parabenizo o Bruno pois com o texto está interferindo e é assim que tem que ser.

"a Prática é o critério da verdade"

Saudações

Lucas Vieira disse...

hauhauha....sua intelectualidade é fascinante!...falow Brunão