A tendência ao absurdo é cotidiana, levando em consideração preceitos filosóficos pode-se observar que o absurdismo nega o fato do ser - humano buscar um significado no universo, um sentido na vida, pois esta significância não existe de fato. É preciso diferenciar esta corrente filosófica que nega a existência de um sentido na vida do absurdo pregado pelos moralistas em nosso cotidiano.
O absurdo pregado pelos moralistas é decorrente de dois preceitos básicos: o primeiro é relativo ao censo comum e aos dogmas pregados pela Igreja, o segundo se baseia na prepotência de separar as pessoas em determinados grupos levando em consideração suas ações. O primeiro julga absurdo qualquer atitude e qualquer individuo que fuja dos preceitos básicos de sua ideologia (ou religião), ou seja, não leva em consideração a situação na qual o individuo se encontra ao realizar determinadas atitudes: se um individuo cometeu o assassinato ele é condenado mesmo que sua vida dependesse disso ou se uma mulher está grávida e não deseja a criança deve dar-a-luz mesmo assim, "pois o sexo deve ser feito SEM camisinha após o casamento". O segundo julga absurdo todas as ações que fogem a um censo comum, às tradições e aos costumes que mesmo sem sentido devem ser não só respeitados, como seguidos a risca.
Julgamos absurdo os seres humanos que não se dispõem a pensar em como melhorar sua sociedade, aqueles que vivem suas vidas burguesas e simplesmente fazem um papel de "em-si" seres que não tem ciência de sua existência e nem do poder que esta possui. É de igual modo absurdo seres que consideram suas idéias como fonte de padronização para toda uma sociedade, seres que não julgam fatores como condição, situação e a relação que individuo tem com o meio. Ser ignorante e ser considerado pela sociedade insignificante por não fazer absoltamente nada é considerado um absurdo, porém a arrogância de alguns é um absurdo ainda maior que não consideramos na maioria das vezes.
As Instituições o que engloba partidos e partidários estão acomodados, não possuem mais ideais, tem como base tradições que não se adequam à nossa realidade, vivem de marcas do passado, à sombra dos homens e mulheres que fizeram algo relevante em consideração a seu ideal. Não justificam seus meios, não explicam seus fins e manipulam a grande parte da população. Hoje conscientizar não é interessante para a maioria dos líderes (nem para mídia), isso gasta tempo, dinheiro - e como ouvimos sempre tempo é dinheiro - e os interesses não podem esperar, afinal eles precisam apenas de um voto, de uma maioria, não de opiniões. O mesmo ser que engana hoje está redondamente enganado, a ignorância está fortemente relacionada com a arrogância o que gera uma política baseada em interesses sem ideais. A política não é aplicada, os interesses pessoais são levados para o primeiro plano das atitudes tomadas, os juízes (não os componentes do Judiciário, mas todos os individuos que tem a capacidade de julgamento) de nossa sociedade julgam como moralistas ou conforme seus interesses pessoais, a política da maioria hoje é uma falácia. Nos sonetos Camonianos as relações entre homens e suas "senhoras" eram descritas porém não eram vividas daquela forma, hoje ideais como
democracia e liberdade de expressão estão no mesmo patamar, existentes somente nos manifestos e no mundo das idéias. O Brasil há mais de 20 anos deixou de ter em seu governo uma ditadura militar, porém, ao longo desses anos não alcançou nem a sombra da democracia, o que conseguimos com o esforço de líderes como Lamarca foi a liberdade da mídia que hoje não cumpre sua função só alcança a cada dia o título de ditadora da democracia pregado pelos líderes imperialistas. Como solução devemos ou recriar a natureza humana, pregada e vivida durante séculos, ou repensar sobre os ideais de política e sociologia presentes em nosso meio.

5 comentários:
O Brasil há mais de 20 anos deixou de ter em seu governo uma ditadura militar, porém, ao longo desses anos não alcançou nem a sombra da democracia, o que conseguimos com o esforço de líderes como Lamarca foi a liberdade da mídia que hoje não cumpre sua função só alcança a cada dia o título de ditadora da democracia pregada pelos líderes imperialistas.
Retratação: Mídia ditadora da democracia pregada ...
Entende?
Mudanças nem sempre são problemas.
Certeza que Raul preferiria metamorfoses como essa.
Realmente, não há sentido. Ninguém tem o direito de impor um sentido a determinadas sociedades baseado nas próprias opiniões, na própria noção de convívio. A essência é merda, o que existe transcende isso. E tudo não passa de convenção, mas seguimos forçosamente presos a uma realidade pela qual não optamos.
Pensei em fugir, mas não há rotas. Lutar sozinho é impossível.
Ver ex-sonhadores vivendo “como nossos pais” me desanima, por vezes penso que erro pelos acertos que antes julguei como acertos em erros.
Cara, a ditadura é aqui e agora. Democracia é uma simples nomenclatura utilizada impunemente por hipócritas, enquanto os verdadeiros democratas estão calados, distantes das grandes massas porque é isso que interessa à mídia.
E faz sentido que nos sintamos pouco diante de tudo isso,
Mas no momento nada pode nos anular. O grito ecoa. Somos peças que têm como único direito o de encontrar o próprio sentido, e como obrigação servir... a nós mesmos, e a todos.
Mudanças são necessárias.
Saudações!
Você escreve seus textos muito bem.
O que eu acho mais curioso é que a formulação do seu pensamento não é materialista (dialética-marxista), mas sim idealista; mesmo assim você chega a conclussões tipícamente Marxista como:
- O papel da mídia atual
- A questão da conciência
- E também o racícionio que você elabora sobre o conceito de absurdo.
É interessante ver as conclussões que você formula utilizando um pensamento que bebe das fontes gregas e de filosos como: Platão, Socrátes, típicamente idealistas e burgueses.
Essas conclussões são uma prova de que no fundo você não formula seus textos com base nessa filosofia.
Até mais!
Democracia...
palvra tão bela e envolvente, não?
pois é, infelizmente, na prática ele não existe. Vivemos num sistema que é impossivel criar algo perto de democracia já que a classe dominante corresponde a minoria da sociedade. Essa democracia é para poucos, assim como o nosso país, assim como o mundo, para poucos; Vivemos num Estado onde quem possui os meios de produção, quem tem acesso à midia, quem decidi os rumos é a burguesia, e a burguesia é a extrema minoria, e ela não pede sua opinião.
O belo conceito de democracia é apenas mais um criado para manter firme esse Estado anti-democratico, ou seja, é o ópio que ludibria o povo e faz com que este pense que essa sociedade é sua. Se vivemos num Estado burguês a democracia só pode ser burguesa, se a democracia é burguesa ela é pra minoria. Isso é um absurdo. Temos que ter em mente que apenas nós somos capazes de reverter esses quadros! Esse é o nosso objetivo quanto seres humanos, interferir! Não podemos cruzar os braços e ver tudo isso passar, a batalha é ardua, é dura, mas é nossa! Parabenizo o Bruno pois com o texto está interferindo e é assim que tem que ser.
"a Prática é o critério da verdade"
Saudações
hauhauha....sua intelectualidade é fascinante!...falow Brunão
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